Mostrando postagens com marcador meus textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meus textos. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de agosto de 2011

Se eu for um indivíduo triste, farei da minha tristeza uma poesia.
Se meu amargor for maior que a doçura exalada no abraço de gratidão, farei dele poesia.
Se a morte me parecer um obstáculo intransponível e minhas lágrimas me embebedarem, fazendo-me um bobo solitário por vontade, farei a poesia dos loucos, pois só estes vivem de verdade. 
Não se importam tanto com a interpretação livre de si, não reclamam tanto do que os outros impõem como definição, não fazem guerra. Só escrevem e cantam, só choram e correm e ficam bêbados com as desilusões fermentadas próprias desta vida cada vez mais indefinida...
E se a canção soar assim tão longe, tão fraca e alongada, e se somente a lua, companheira das almas vagantes, a ouça, escreverei no papel em lápis e na eternidade cantarão comigo ao som da brisa vacilante.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O eu



Eu posso ser o meu maior mal,
ser o meu maior amigo, melhor companhia.
Posso até ser meu mais fiel amante,
ou de verdade minha mais cruel perdição,
maior engano, pior agonia.
O fato é que o problema está no eu.
O problema está no desconforto desse eu.
Não vê como os outros, não encontra lógica,
Perde tempo se lamuriando
E perguntando do azul do céu.
Sim, até disso ele desconfia!
Por que esse céu se desenrola assim?
Será erro, será mentira, onde está chão?
Parece que ele se juntou ao mar tão negro, lá longe...
Tão distante que dá tristeza, que discórdia, não há mais horizonte.
O eu não consegue assimilar bem as coisas.
Eu to quase desistindo dessa insistência,
Dessa retórica boba, dessa vida morta...
Ele se pergunta demais, não quer fazer como os outros e viver à toa...
Pára infeliz! Para sem acento agora!
Chega de perguntas, inventa uma paz, vai dormir...
Não, não! Nada de poesia.
A vida não é isso, chega de versos dissonantes,
Chega de dores cantadas em dó maior...
Ninguém vai te ler, linha boboca.
Tu tá aqui porque eu te quero escrever,
Ou até tu queres me deixar só?




sábado, 11 de setembro de 2010

O medo me envolve.
Tua ausência me maltrata.
A sensação fria que sinto,
Faz com que minhas mãos fraquejem,
Meus olhos se fechem e meus lábios se travem,
Na ânsia de acordar dessa realidade.

Sei que fui eu quem escolheu.
Fui eu quem disse a mim mesmo e escrevi à brasa na minha mente
O momento da tua ida.
Fui quem decidi esquecer que ainda existe
Um umbigo no meu ventre.
Eu quem me perdi na busca da razão,
Do conhecer a mim mesmo, do encontro com meu eu.
Hoje, rio ironicamente dessa situação.
Ironicamente, perdi o norte e nessa perda,
Perdi também tuas mãos tão amáveis,
Tua atenção, teus abraços.

Agora tenho o medo.
Ele é meu companheiro.
Acorda comigo, vou e volto e, ele aqui do meu lado.
Não é um amigo, não quero ele como tal.
Mas como a covardia permanece,
O próprio como parasita, assim se firma.
O medo dorme comigo, suga minha vida aos poucos,
Mas quero que ele se vá.

Quero tua volta.
Mas teu regresso depende da atenção que terei que em ti despertar.
Não tenho força na garganta para chamar-te,
Ou não tenho a vontade que deveria?
Mas vem, vem...
Lança fora esse presente.
Vem e lança fora a angústia, o fracasso,
Minhas lágrimas secas, meu sorriso falso.

Tu podes abrir meus olhos.
Tu podes me mostrar onde está o controle
E onde está a saída desse palco,
Desses atos, desse roteiro.
Queres que eu grite?
Não, não queres.
Não é meu costume, eu grito no silêncio.
Mas se quiseres, esperneio,
Rasgo minhas roupas,
Queimo meus poemas fracos,
Meus livros, minha retina,
Arranco minha pele...
O que eu faço?
Vem...

Ignácio

terça-feira, 17 de agosto de 2010


Eu prefiro plantar flores.
O chão? Muito duro, seco, sem vida, cinza pálido.
Mas basta apenas a repetição de atos simples como lançar água, adubar e plantar que a Existência toma cor, toma dinâmica em suas reações bioquímicas.
É por isso que prefiro plantar flores.
Porque minhas forças já se findam, minhas esperanças desvanecem e minhas angústias se enraízam nas noites.
Quanta terra já adubei (e não com esterco próprio)!
Quanta água esse chão já tomou!
Quantas vezes já vi um jardim nesse lugar inóspito?
Por que, chão miserável, tu não deixas essas folhas se fortalecerem, esses botões desabrocharem?
Por que tu resiste à minha persistência em querer-te transformar em um belo lugar?
Tomara que as formigas te escavem e te transformem em um berçário pras suas colônias ou em deserto!
Tomara que algum de minha espécie fraca te faça alicerce de um manicômio!
Tu preferes esse ermo do que minhas sementes.
Tu queres mais o abandono do que minha dedicação.
Mas mesmo assim, prefiro a ti do que meus dias...
Tu não me agrides em atos estúpidos, mas por outro lado, tu te emudeces e me deixas preso ao teu silêncio e à minha fé, que se torna tênue linha entre o crer e o desespero. Mas tua mudez não dói tanto como minhas frustrações cotidianas...
Apesar de tua pouca atenção, teu pouco caso, sinto-me feliz em regar-te e crer que um dia minhas sementes serão germinadas e de ti florescerão galhos e flores com aromas que me trarão abelhas barulhentas e pássaros simples e assustados.
Tu me enches de felicidade. Mesmo estando consciente de que não terei o olhar e decisão de quem preciso. Ganhar alguns instantes cuidando de ti, vale muito...
O que adianta eu te cutucar, esburacar e mexer com tua formação? 
Sei que nada... O pior é que sei! Mas a ilusão de inspirar teus perfumes me faz continuar...
Apenas ilusão. Viverei ludibriado por ti?
Se me deres flores, sim.


 

terça-feira, 20 de julho de 2010

Sem sentido

Eu procurei para este agora, definições e palavras.
Procurei desvendar o teu olhar. Tentei enxergar atrás de teus olhos e almeijei ler os teus pensamentos, mas cada passo que dava, perdia-me mais e mais.
Eu quis conhecer os teus caminhos e desejei ir atrás de ti. Pensei em invadir teus sonhos, tocar tua pele e adormecer ao teu lado.
Deu-me vontade de te seguir de perto, vigiando-te – mordi meus lábios quando ouvi tua respiração-. Minhas mãos gelaram ao te ver de longe, o coração palpitou forte, mas não tive coragem para balbuciar um só som.
Sinto o teu cheiro, em verdade, criei um que ainda não inspirei, mentalizei essa fragrância em ti, tu a absorveu.
Não compreendo porque essa vontade de proteger-te está viva em mim. Não entendo como te inspiro confiança e nem tão pouco como minha ridicularidade e insensatez se tornaram vício e júbilo junto a ti.
Não sei se és apenas inspiração. Não sei como, mas perdi o que sobrava de minha razão. Não sei como, qual o teu método, mas tendes o dom de me fazer ser o mais sincero quando entendes minhas palavras, quando paras para ouvir meus textos ingênuos.
Eu nem preciso falar muito, apenas olhar-te já me satisfaz e me dispo ao ver a vida em ti, ao ver que bem estás, ao mergulhar no rio enigmático dos teus olhos, digno de Robert Langdon.
Não posso deixar de falar-te que quando pairo em mim, uma tristeza me assola. Não é por nada, é só mesmo porque ainda não aprendi a voar para chegar até a ti, quando dormes, para acariciar e cheirar os teus cabelos. Porém , num momento de inclinação, sinto que agora habito em tua mente. (Quisera eu não estar enganado)
Posso pedir somente uma coisa, um único favor? Aceite-me como morador dos teus sonhos, seja o que detém as minhas melhores impressões. Guarde-me, não me deixes desfalecer. Proteja-me, não me deixes macular. Deseja-me, sinta-me, guarde a minha voz, faças de mim tua mais doce lembrança. Guarda-me em ti e perene me tornarei, os dias não cessarão meu viço, nem, o tempo roubará a doçura de menino que me resta. Só guarda-me e quando te sentires sozinho, encontrarás em teu interior minhas frases simples, mas carregadas de um sentimento novo, pertecente só a nós.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Encarcerado no nada

Eu encontrei um abismo em mim. Na verdade eu não encontrei. Ele se apossou de mim naquela noite indescritível...
Perdi todos os meus sentimentos, conceitos, sensações, perspectivas, toques. Aqueles minutos foram eternos para mim e tive que me refugiar no sono, que por sua vez não queria vir.
Eu aprendi naquela noite que o nada toma forma. Eu aprendi naqueles instantes amargos o que era a inexistência e que a ausência de vida emocional, resquícios de alma e os demais corpos em mim, são o que lapidam o valor do dom da vida.
Eu amargurei aos céus, supliquei a Deus que arrancasse de mim a percepção do nada... o nada se apoderou de mim e eu me via amarrado, torturado pela notória sensação que era um animal sem presença divina, sem natureza espiritual, um verme morto e imprestável aos amigos organismos decompositores.
Foi a primeira vez que tive a impressão que saí do meu corpo denso. Mas se saí, saí sem querer... Aquele estado mental, fez-me repudiar às fragrâncias, as cores, os sabores, os toques, os desejos e sonhos futuros. Eu não entendo como percebi todo o vácuo e todo sentido da minha vida e das vidas entrelaçadas à minha, indo pelo ralo da percepção humana em instantes... Também não entendo como pude reter esse nada e passar tantos dias e dias para aqui registrá-lo...
Graças a Deus que dormi e pude remar para fora desse turbilhão sem sentido...dormi, mas nunca esqueci que sou escravo das sensações, da consciência que dependo da fé...


Ignácio

sábado, 19 de junho de 2010

Palavras quase ditas

Não Dona Maria, não vou fazer o que achas que devo fazer.
Que culpa tenho eu se não nasci com esse mesmo conformismo ou como preferem chamar, "juízo"?
Não tenho essa paciência de aceitar a mediocridade, a crueza de coração. 
Eu gosto de poesia, de palavras novas, sentir o que eles sentiram quando marcaram o papel.
Não quero esse ímpeto de viver por viver. 
Eu quero mais. Mais de mim mesmo, menos dessa forma cansativa e forjada que inventaram de se passar pela vida: mesmas canções, mesmas vestes, mesmas frases, mesmas máscaras...
Não, eu não agüento! Não desejo ser mais um tijolo na parede, não quero, repudio essa concepção, essa aceitação.

E daí se eu posso ver no Che tanto o herói como o carniceiro?
E daí se eu também vejo o criminoso como a vítima de si mesmo?
E o que vais fazer se eu não consigo ficar no mesmo lugar onde tem forró tocando? Meu Deus, esse tal Dejavu é um pecado contra a palavra música! (Não vou comentar o Rebolation. É muita cultura pra mim...)
Eu tenho culpa se meus ouvidos preferem o Villa lobos, o Chico e Elis?
Eu tenho culpa Chiavenato, se eu prefiro os poemas do Neruda?
Eu não vou ser como tu queres! Repito?
“Tá” bem: Eu não vou ser!

Não vou pôr bandeirinhas verde-amarelas na rua com vocês, não vou! Todo mundo virou crítico de futebol agora? Não bastam os programinhas esportivos, ou melhor, “futebolescos" que se aglomeram em todos os canais? Não basta no Twitter o #CALA A BOCA GALVAO? Ainda tem o Milton Neves que de tão chato ganhou minha audiência umas duas noites seguidas...


E por que, explique-me minha prezada, se você sabe que não sou fã de refrigerante, enche um copinho para mim? Eu não vou bancar o educado. Eu não vou beber!
E por que você quer sair do emprego se você não vai encontrar nada, já que não sabes ser útil? Eu tenho culpa se você está embriagada e mergulhada na sua infelicidade?

Não vou ouvir você, minha vizinha, ou melhor sua TV gritando um troço funk altíssimo em plena 00:00 horas. Também não vou ouvir seus três cães vira latas durante toda a madrugada num latido quase erudito, escalonado, ensaiado e proposital: de meia em meia hora exprimem toda a loucura absorvida de vossa senhoria. Tenha dó dessas criaturas! Livre os coitados de sua filha irritante. Eles estão estressados com a presença dela.
E por favor, amorzinho, tira esse CD dos Beatles!... Eu gosto deles, mas to com os poucos neurônios que me restam cansados. Só é isso! Eu sei que você é uma moça fora do convencional... Mas não me fale de seu professor de educação física...

Sim, Sra. Francisca, NIS tal e CPF tal, o que sucedeu foi um problema no meu software, por isso seus “papéis” ainda não deram certos. Mas é questão de tempo, não se preocupe... Tenha uma boa tarde!
Não Professor, não me venha falar essa palavra pela enésima vez... Você só conhece essa? É parâmetro pra cá e pra lá... Parâmetros dão lucros, insumos, são as despesas... Ah, sim! O feedback, os ativos, o CMV...
Tá certo mãe, já vou dormir, sei que tá tarde!...


Ignácio



quinta-feira, 17 de junho de 2010

Falando com Lygia Fagundes Telles

Dona Lygia, porque não me destes a alegria de vê-la pessoalmente?

Sei, sei... Mas o importante é que tuas palavras me encontraram...

Não é só a obra dos monstros da literatura como a senhora (uma monstra) que me fascina. Identifico-me com as almas deles e com a sua, com suas inquietações, numa busca de encontrar-se nas palavras, nos enredos criados, nas páginas de papel e hoje, na home pages...

Somos tantos os que procuram enxergar a vida de maneira poética, colorida, vibrante, dinâmica...
Com esses tais e, com a senhora ao ler poucas linhas, aprendi que não tô tão só nessa busca quase impulsiva e que por si só se faz.
Aprendi que as dúvidas movem a humanidade, livram-na do tédio. Os que tem alma, sensibilidade, sei lá como queiram chamar, procuram dar forma à mediocridade da vida corrida, que se torna monótona e hipócrita...

O que mais gosto é adentrar nas mentes, nas vidas e nas realidades irreais criadas e que tomamos como certas, aceitáveis... Ser louco, instigante... Eu gosto.

Mas sigo o seu conselho: "Solução melhor é não enlouquecer mais do que já enlouquecemos, não tanto por virtude, mas por cálculo. Controlar essa loucura razoável: se formos razoavelmente loucos não precisaremos desses sanatórios porque é sabido que os saudáveis não entendem muito de loucura. O jeito é se virar em casa mesmo, sem testemunhas estranhas. Sem despesas."


Receba minhas considerações e abraços, Lygia.

Ignácio

sábado, 29 de maio de 2010

Sem métrica nem trovador

Eu prefiro a gente simples, de suor na testa,
De mãos calejadas, de costas curvadas,
Que sorri disfarçada,
Com um olhar profundo e alma sincera.


Não, isso não é poesia.
É só mesmo pra dizer
Que a felicidade não está
Somente no modelo que criaram pra se viver.


Não é nessa mesmice que espalham pelos lados,
Não é nesse estilo que adotam:
Olhares iguais, copiados.
Não é nessa moda passageira,
Nessa vida sem eira nem beira,
De pseudomúsica e embriaguez,
De mentes escravas do vil metal,
Outras escravas da ciência e presas ao surreal.


Felicidade está na mente peculiar de cada um.
Cada gente é agente transformador.
Tanto eu, como tu,
Pode tirar os espinhos para cheirar a flor.
Não, eu poeta não sou.
Nem métrica tenho
Apenas um coração sofredor.


Eu prefiro gente que as agruras não deixaram
Que o coração viesse amargar
Mas que agradecem pela lição que tomaram
Que no Divino não deixaram de acreditar.

Ignácio
Não, eu não sou um cara assim "de cultura".
Não falo Inglês, mal sei me expressar nessa língua doida nossa.
Nunca li Nietzsche e nem sei pronunciar esse substantivo.

Minha ignorância é colossal!
Admiro essas pessoas inteligentes, sabe? Parecem que elas nascem com uma luz maior.
Picasso, Peter Drucker, Tarsila, Cecília Meireles, Oscar Niemeyer, Shakespeare, Chico Mendes, Zilda Arns, José de Alencar, Chalita, Fernanda Montenegro, Mário Quintana, Lília Cabral, Fernando Pessoa, Marie Curie, Einstein, Descartes, Saint-Exupéry, Camões...
São tantos que nem mesmo já parei para ler, ver, sentir o que nos deixaram.
Já quis ser um desses tipos. Não quero mais.
Prefiro procurar a brisa fácil, inspirá-la.
Prefiro a vida simples, os grilinhos irritantes do quintal que me desconcentram às vezes, a rua deserta de gente que parece não viver e cães rolando no chão, parecendo crianças puras.
Mas só desejo isso por algum tempo.
Depois a bagunça interna renasce em mim outra vez e meu eu é tomado do tédio dessa monotomia, sempre lenta, mas bela.
É isso que dá acordar mais cedo que os outros... Essa sensação besta de que tenho mais raciocínio do que eles, quando na verdade sou o mais tolo em pensar que eles estão errados nessa rotina já acostumada e querida.
Não sou um ser de cultura.

Ignácio

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Por que queres comandar meu mundo?
Quem disse que te quero como meu gestor? Quem te disse que quero me submeter ao teu cajado injusto?
Nunca me enxergou a fundo. Quantas vezes mergulhou em minha pupila?
Quais são os meus segredos que te pertencem?
Quantas vezes ouviu minha opinião, conheceu minhas frustrações e ideias? Acaso tenho eu culpa de tua incompetência em se relacionar com quem tu julgas de imbecil?
Acaso posso eu me moldar conforme tua forma burra, seca e sub-humana?
Eu sei o que sentes, animal débil!
É medo de veres que sou mais forte, mais hábil...
Tens medo de ver tua posição descer ao ralo.
Quão medíocre és tu, alma de barata!
Não pedes perdão, não se autoavalia, não aceita opiniões, tão pouco propostas inteligentes. Tu és uma das pessoas mais toscas que já vi!
não consegue ver qualidades nos outros. Como podes ser assim?
Nem olhar-te posso mais. Cria em mim sentimentos de almas pobres. Tua postura de ser auto-suficiente mostra que és fraco, centralizador e incapaz de ser sincero.
Tua existência profocou em mim, depois que me frustraste, a visão que sou mais iluminado.
Pena que não gosta de luz, morceguito bobo!
Por ser cego, por ter se bloqueado de relações tão amigáveis, não tens mais ninguém pra contar.
Pena...
Já quis ser teu amigo. Agora, não mais. Não neste instante, quem sabe quando perceberes que a trave ta no teu olho e não nos olhos dos que descartas.
Pena, mas não te aceito.
Perdoo, mesmo sem pedir, mas tua energia oposta me faz mal.
Por enquanto, não. Fica aí mesmo.
Pena...

Ignácio

terça-feira, 13 de abril de 2010

Há uma ansiedade por paz interior. Há um desejo ardente de sentir mais a simplicidade da vida, ser menos apegado às circunstâncias... O que quero? São tantas as respostas. Quero ler todos os livros que vejo pela frente, quero comer granola com leite antes de ir trabalhar, quero correr todos os dias, quero nadar sempre que tenho vontade, quero assistir todos os filmes de ação e suspense daquela locadora, quero ser amigo íntimo do Criador, quero ser um humano alado, quero ser o mais fiel amor, quero ter vida límpida, quero ver céu azul e respirar os aromas da brisa pura...
Quero, quero... tantos são os "queros"... Mas o que a gente quer mesmo é que tudo vá bem sempre, ter sucesso em tudo, não sentir dores e nem enfrentar o drama da morte.
Se eu enxergar além dessa verdade palpável terrena, serei mais feliz.
Quero estar nos braços de Deus.
Abraça-me...

Ignácio

sexta-feira, 12 de março de 2010

A notícia que todo mundo ouviu falar ou leu na net: a morte de Glauco... (foi a primeira coisa que li hj)
Mais um acontecimento trágico que entristece o coração de pessoas que o conheciam de verdade, ou mesmo leram e sentiram dor de barriga de tanto ri com os personagens tão conhecidos...
Mas a questão não é somente o porquê da morte de Glauco (e de seu filho, Raoni), por ser conhecido. Esse fato traz à consciência (de quem a tem) um debate ou diálogo da situação de nossa sociedade.
O problema em questão é saber onde tudo vai parar, ou ainda, se um dia irá ter fim, ou se alguém quer realmente alguns dias melhores...
Minha Fé, diz NÃO.
Mas não é por não acreditar que nosso mundinho não vai se tornar num jardim florido, cheio de borboletas, que vou agir com irresponsabilidade, não vou estudar, pagar minhas dívidas, arrumar confusão e praticar outros atos que ofendem a moral e ética da vida em sociedade...
Porém, observa-se que todo mundo age com um conformismo desgraçado: famílias não educam seus filhinhos desvairados (olhem para a Jubina... até em Martinópole já tem pó no morro), a população não procura ser mais esclarecida, sendo que preferem mais BBB besta que um programa educativo; todo mundo fala de corrupção, detonam a imagem dos políticos (que já fica suja antes de se sujarem), mas não agem e muitas vezes não cumprem com seu dever de cidadão. Nem lembram para quem deu/vendeu seu voto, que por sua vez nem sabe o que acarretará num futuro, tudo para garantir uma bicicletinha nova...
Sempre, todo dia, em todo telejornal (abarrotado de merchandising de cervejas) veremos notícias de violência em todas as suas manifestações...
Mais um mensalão daqui a uns dias, mais um assalto a um grande banco, mais uma queda de avião... Já nos acostumamos a viver uma vida de desgraças!
Até mais!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


Sou corpo. Ocupo lugar no espaço. Dependo de água, de carboidratos, proteínas...
Além de corpo sou mente, e mente, não está delimitada pela relação lugar-tempo-espaço.
Ah, mente... Como mentes!
Contigo posso ir à Londres ou numa tribo desconhecida pela civilização em um milésimo de segundo. Posso servir vinho à Cleópatra. Posso fotografar a queda de Golias. Posso até limpar o chão dos laboratórios da NASA ou tocar nos elétrons de Hélio. Posso pegar carona na carona que O Pequeno Príncipe pegava na calda do cometa, ou ajudar a consertar o avião em pane do célebre criador deste, que caíra no oceano para toda a existência.
Posso dizer aos quase desfalecidos construtores da Muralha da China, que a glória de sua obra será vista até pelos asteróides no grande espaço negro...

Mas minha mente tão livre e inquieta está dentro de meu corpo, limitado, por sua vez.
Não posso tocar a Lua, nem mesmo teclar com Freud (ele me bloqueou, o safado!), não posso isso, não posso aquilo...
Na mente posso tudo e nela sou o controlador dos rumos, porém, mais ordenado que os controladores do tráfego aéreo brasileiro.

Essa limitação dói em mim por observar as rugas, a pele perdendo viço, os cabelos perdendo o negro predominante, os músculos das costas que não são mais os mesmos, a postura que se curva...
É isso que dói: ver o corpo dela ficando velho, as células morrendo (lógico que nascendo outras), a força indo embora, deixando-a. Dói registrar que isso é natural. É essa a “rotinazinha” da vida.Vai juventude, vai firmeza da cútis, vão braços fortes. Vem o fim do corpo e este volta a ser pó.

E a mente? O coração? A alma?
Tão inexplorados são.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Então, é NATAL?


Tão logo se passou os dias e nós já vivemos o natal e os velhos rituais como repetir "N" vezes "Feliz Natal!", participar de amigo oculto e bla, bla, bla....

Mas o que vale a pena mesmo é a sensação de crer em Deus, nos planos dEle e não nos maculados dos homens...

Espero, de todo coração, que tenhamos a oportunidade de enxergar o sobrenatural neste Natal de 2009.

Meu desejo é este: ter minha fé em Jesus reavivada sempre mais!!!

Espero que sejam muito felizes hoje e até o fim...

Obrigado se você leu algum dia minhas ideias e agradeço pelos comentários...

FELIZ NATAL, SEMPRE!HHKSERRA

terça-feira, 3 de novembro de 2009


Ouvindo o novo disco do grupo que mais gosto, usando o PC do escritório, hoje estou aqui querendo escrever algo que possa aliviar o peso que minha alma carrega.


Eu não sou de querer remoer dores, longe de mim porque isso não é saudável... Eu gosto de entender o sofrer, o sentir da dor, sabe?


Se estou triste, por que estou? Qual o motivo de sentir meu coração apertado?...


Eu nem mesmo ia escrever isso, eu ia depenar outras cousas... Mas ai, minha outra parte (eu tenho dois de mim) precisa de mim por inteiro, a dor chegou, e eu o que poderia fazer senão (nem sei se é esse 'senão' ou 'se não') sofrer junto dela, ajudá-la...


E sei que escrevo tudo embarulhado, misturado, sem rumo... Mas parece que tudo em mim é um nada, e neste instante um vácuo escuro e profundo se apodera de mim, sem que eu possa trabalhar, usar o soft do trabalho, sorrir... só existe em mim a preocupação com ela, se o universo dentro dela terá equilíbrio, se ela sorrirá...


Aí me deparo teclando palavras e frases sem coesão, na tentativa de escrever um texto que me renderá umas 3 visitas e 1 comentário preguiçoso de quem não costuma ler nem placa na rua, do tipo: blog maneiro... quando o que realmente busco é a devida interpretação do que sinto agora, que outro leia isso aqui e sinta o mesmo, que lembre que um dia passou pelo mesmo.


Na verdade, eu não tenho vontade de sentir esse sentimento de dor.., eu queria que ela saísse da dor e vencesse. Quando ela o fizer, serei eu, o eu feliz.

Ignácio

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Eu quis ser...

Eu já quis ser bem mais do que hoje me tornei...
Nunca em outros tempos havia pensado em estudar Administração, trabalhar num setor de atendimento à famílias pobres (e um sentimento meu, além de pobres em questão de recursos financeiros, são 'lascadas' e muitas delas sem vontade de mudar, de virar a página e vencer) e ainda ter que buscar minha auto-motivação cotidianamente quando estou rodeado de pessoas sem visão, algumas sem metas e desejo de fazer o bem.
O mais difícil em meus dias é entrar em contato com tantas ideologias, filosofias e estudos científicos criados na busca de uma vida humana sensata, justa e proveitosa e de produtividade, quando vejo em minha frente gente que só trabalha para pagar suas continhas na 'bodega' da esquina.
Bem que meu coração tinha razão quando sonhava em ser geneticista, químico, professor de Biologia, sei lá. Eu já pensei ou quis ser artesão, astronauta, jardineiro, mas estou em uma metamorfose ainda. E vejo que estou quase em estado de servidor público desencorajado, desacreditado...
O que ainda faz com que minhas forças de jovem aos 19 anos, no serviço público de uma cidadizinha ao norte do Ceará, ainda se mantenha com esperanças é minha fé em momentos de sucesso, quando verei mais famílias educadas, com seus 'buchos' e mentes alimentados adequadamente, quando um dia em que já esteja com meu bacharelado em mãos eu possa atuar de maneira eficaz...
Eu quero ter participação na história da construção de uma nova mente humana, baseada nos verdadeiros valores (esquecidos)...
Eu não entendo porque os sentimento de entrelaço, o afeto em seus mais diversos níveis, são tão massacrados pela mídia, que implanta a cultura de uma vida cada vez mais individualista...
Nossa eu não entendo porque vejo as cousas e não falo...
Eu quis ser...
Acho que vou tentar ser poeta e sofrer...

Ignácio

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Por que deixamos tudo para última hora?


Eu não entendo a causa de meu "ser das pernas cansadas" sempre deixar as obrigações para última hora...

Eu não gosto do velho jeitinho brasileiro, já que é quase um dogma implantado na faculdade a questão do planejamento e da gerência do tempo e etc..

A entrega de portfólio está aí e não é somente eu que está "aperriado", tenho por certo.

Conversando um dia desses com uma colega do interior de São Paulo, ela disse que a turma onde ela está enquadrada, não gosta de fazer o tal trabalho... mas pensando bem, isso é um problema que está enraizado na nossa teimosia (e creio eu em boa parte dos pólos) em dividir o tempo nosso de cada dia de uma forma mais sábia.
Imagem extraída da Revista Você S/A

quinta-feira, 23 de abril de 2009

No mundo dos blogs... Vamos usar este espaço para assuntos edificantes?



O cyberespaço já se constitui numa realidade de várias dimensões. O avanço do acesso à Internet tem modificado as formas de organizar a sociedade, formando novos status e levando ao declínio, em parte, das diferenças sociais. E no que diz respeito ao tema não se pode deixar de falar do termo"blog". São uma infinidade destes, sendo que cada um tem um jeito peculiar de tratar certo assunto ou ainda de conceituar idéias independentes acerca de temas que abrangem muitas mentes.

Tem gente que exala poesia, amor, paixão... outros demonstram em suas letras, o arrependimento de um erro, o fracasso angustiador, o cotidiano que desafia a paciência, o temor. Outros usam o espaço para usa-lo como divã, desabafando o que sente no seu íntimo, magoado, frustrado e que está no "armário", escondendo-se das pressões externas.

Mas outras postagens trazem consigo uma dose de informação que depois é convertida em conhecimento, que é encrostado na alma, na mente. Outras palavras que são ricas outras que nem se devem olhar...

Têm tantas mentes perdendo tempo e gastando sua criatividade digna de mestre, escrevendo conteúdo erótico "às milhares", deixando de filosofar a situação que estamos inseridos, os problemas que estão à espera de solução (como as causas sociais p.e.), os grandes livros, obras a serem desvendadas... São tantas as coisas de valor que estão perdendo espaço para material construído a partir de uma vida mal resolvida, de estórias de campos mentais, de desejos que no final não levam a nada.

A juventude hoje não pode mais deixar de lado esse problema do "ataque pornográfico". Em tudo há o teor extravasante sexual: em salas de chats, em blogs diversos, em emails desconhecidos... Mas a causa do problema não está nos tais meios, está sim na "sociedade pervertida" moralmente. Em tudo hoje se fala na liberalidade, no totalmente aceito amadurecimento sexual.

Conheço pais que não se importam ao ver suas crianças vendo cenas de conteúdo impróprio. Conheço crianças de 5 anos que param tudo o que estiverem fazendo para ficarem diante de uma tv quando veêm casais "chupando a fussura"(beijo de língua) um do outro. Conheço vidas escravizadas pelo uso indevido da Internet, viciados em pornografia, em exibição na cam.

As pessoas não falam muito desse assunto, que inclusive é de saúde, porque "é normal" passar horas a fio em frente ao pc mergulhado no mundo do sexo doente.

Dizem muito dessa "normalidade", sei que o sexo é uma área da vida de qualquer pessoa, mas o uso descontrolado deste é um estado de doença, de desequilíbrio.

Fiz esse texto na tentativa de vomitar o que sinti ao saber do estado de alguns conhecidos meus sobre o tema da pornografia.

A pornografia é responsável por várias destruições de vidas: crianças violentadas, casais separados, pessoas afetadas por alguma doença sexual... São tantos casos! Mas o que fazer quando pra todo mundo É NORMAL?

Respondam-me.


quarta-feira, 8 de abril de 2009

?Palavras do meu espírito...


Sinto uma incerteza desesperadora...

Como ter certeza que estou fazendo o certo? Como crer que estou na vereda exata?

Quero saber onde estarei e o que serei daqui há algum tempo... Quero olhar para trás, ver que o trajeto percorrido foi o certo. Quero ter sensibilidade e disciplina para cumprir minha missão.

Percebo que as vezes me distancio daquilo que meu ser é realmente, percebo que as vezes minha alma se inclina para tantas coisas que não são as que realmente importam...

A razão do caos em que o mundo se implantou é que os homens esqueceram da primícia: ser e fazer os demais feliz, dar mais lugar ao amor, às boas ações, ao perdão, dar lugar para os abraços apertados, dar lugar ao sorriso sincero, às amizades sinceras, aos elogios e críticas construtivas...

Essa é minha necessidade: ser mais sensível ao que sou por dentro. Não é uma questão de egoísmo, de buscar satisfazer minhas vontades próprias... É uma questão de deixar o meu "lado bom" prevalecer sobre o "lado" que me decepciona.

Quero ser bom. Bom ser humano, bom em toda minha maneira de viver...