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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Para onde tu levaste minha mente?
Por que tu roubaste minha paz?
Por dentro estou em lágrimas, descontente
Só porque aqui não te vejo mais

Como dói a tua ausência
Choro como cria rejeitada
Para te ver rogo em clemência,
Mas tua resposta é o silêncio, é o nada

Misericórdia, eu te quero, tu não vês?
Não me deixes só com tua lembrança
Carregue-me no teu colo, toma-me de vez
Seja meu dominador, meu pai, sou tua criança

Olhe para mim, meus olhos não abandones
Toma-me, quero as brasas do teu leito
A angústia de perder-te me consome
Não me soltes, possua-me do teu jeito

Faças de mim o que bem entender
Não me importa onde vais me levar
Minh'alma e meu corpo querem a ti pertencer
Não me lances fora, em ti vem me guardar

Ignácio

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Uma tentativa de poema...

O céu anuncia que o dia acabou
Os astros me demonstram que deveria adormecer
Lá fora todo barulho cessou
Mas aqui dentro uma sede de ti vem me endoidecer

Eu deveria dar descanso ao meu corpo
Sinto que deveria poupar-me desta dor
Não é nesta carne onde me torno louco,
Mas nos labirintos dos olhos teus, amor

Que vontade de beber em teus lábios
Minha pele anseia o calor dos teus braços
Até minha razão converteu-se em delírio
Até minha candura está sob teu domínio

Que feitiço lançou sobre mim?
Por que tua ausência me maltrata assim?
Desfaleço de saudades de uma noite não vivida
Quero ser teu por inteiro antes de tua partida

Ignácio

sábado, 29 de maio de 2010

Sem métrica nem trovador

Eu prefiro a gente simples, de suor na testa,
De mãos calejadas, de costas curvadas,
Que sorri disfarçada,
Com um olhar profundo e alma sincera.


Não, isso não é poesia.
É só mesmo pra dizer
Que a felicidade não está
Somente no modelo que criaram pra se viver.


Não é nessa mesmice que espalham pelos lados,
Não é nesse estilo que adotam:
Olhares iguais, copiados.
Não é nessa moda passageira,
Nessa vida sem eira nem beira,
De pseudomúsica e embriaguez,
De mentes escravas do vil metal,
Outras escravas da ciência e presas ao surreal.


Felicidade está na mente peculiar de cada um.
Cada gente é agente transformador.
Tanto eu, como tu,
Pode tirar os espinhos para cheirar a flor.
Não, eu poeta não sou.
Nem métrica tenho
Apenas um coração sofredor.


Eu prefiro gente que as agruras não deixaram
Que o coração viesse amargar
Mas que agradecem pela lição que tomaram
Que no Divino não deixaram de acreditar.

Ignácio