Tenho procurado na caixa de minhas lembranças o coração que tive quando criança, mas que perdi com o passar dos dias.
Que saudade de quando ouvia as vozes e não duvidava, sempre de bom grado atendia e não via má fé em ninguém. Hoje, chamo isso de ingenuidade e ingenuidade é uma das melhores coisas que já tive em maior escala.
Mas que saudade me dá agora de minha ingenuidade. De quando o mundo parecia mais simples e menos marketeiro, especulador, mais colorido e menos devastado pelo monóxido de carbono e menos preocupado com tempestades solares.
Saudade de “O Fantástico mundo de Bob”, do seu triciclo pelos corredores... Saudade da pipoca com manteiga da terra quentinha na calçada da igreja. Saudade de meus amigos correndo na praça sem preocupação com as aparências, com que os outros estavam pensando, fazendo (eu só descobri que eram meus amigos, muito mais tarde).
Sinto saudade de quando não me preocupava e de quando o dia passava mais devagar. Saudade do meu perfume de criança... Ainda guardo o cheirinho até hoje. Me deu uma saudade do meu uniforme da escola que eu detestava usar...
Saudade de minha amiga, bem velhinha, a Dona Ana. Saudade de quando ela me olhava e dizia que eu tava crescendo. Até hoje não sei como ela assistia duas novelas em canais diferentes e ao mesmo tempo. Saudade do cheiro da sala dela e um remorso de não ter dado o último adeus.
Sinto saudade do pé de cajá. Eu brinquei tanto de recriar uma vida com as frutinhas que arrancava antes de estarem maduras: as cajazinhas eram pessoas, com nomes e histórias.
Saudades de quando olhava pra mamãe e não via sinais de que o tempo ta passando. Saudade de ler os cordéis que a mãe Chica guardava e só deixava eu ler se ela estivesse perto (hoje nem sei onde eles foram parar). Saudade do café com leite dela. Nunca mais tomei um igual.
Saudades de olhar pro céu à noite e notar a mudança na posição das estrelas, de ver os aviões passando e começar a pensar qual seriam os diálogos que se travavam lá dentro.
Saudade da saudade que sentia dos meus irmãos. Quase morri de saudade quando Margarida foi viver a vida dela em outra cidade. Saudade de quando eu não me via diferente dos outros. Saudade da sensação de aprender a andar de bicicleta pegando a bicicleta do meu irmão e quase ser atropelado por um vizinho. Saudade de meus desenhos e de sonhar voando... Saudade de quando li O Pequeno Príncipe, da raposa...
Saudade dos dias que se foram. Mas se fosse possível que estes voltassem, eu não queria vivê-los todos em sua totalidade!
Eu quero o novo, o amanhã. As novas emoções, os novos conceitos, definições, novos sorrisos, olhares, energias. Só quero de volta aquela inocência boa, de nunca esperar as más ações. Mas ela não volta mais...
Então amanhã, terei saudades do que sou hoje. Terei saudade desse saudosismo que bateu em minha mente, em meus olhos, trazendo emoções vividas e revivendo cenas, fragrâncias, brisas.
*
Uma noite que adentrei nas memórias um tanto distantes.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Palavras quase ditas
Não Dona Maria, não vou fazer o que achas que devo fazer.
Que culpa tenho eu se não nasci com esse mesmo conformismo ou como preferem chamar, "juízo"?
Não tenho essa paciência de aceitar a mediocridade, a crueza de coração.
Eu gosto de poesia, de palavras novas, sentir o que eles sentiram quando marcaram o papel.
Não quero esse ímpeto de viver por viver.
Eu quero mais. Mais de mim mesmo, menos dessa forma cansativa e forjada que inventaram de se passar pela vida: mesmas canções, mesmas vestes, mesmas frases, mesmas máscaras...
Não, eu não agüento! Não desejo ser mais um tijolo na parede, não quero, repudio essa concepção, essa aceitação.
E daí se eu posso ver no Che tanto o herói como o carniceiro?
E daí se eu também vejo o criminoso como a vítima de si mesmo?
E o que vais fazer se eu não consigo ficar no mesmo lugar onde tem forró tocando? Meu Deus, esse tal Dejavu é um pecado contra a palavra música! (Não vou comentar o Rebolation. É muita cultura pra mim...)
Eu tenho culpa se meus ouvidos preferem o Villa lobos, o Chico e Elis?
Eu tenho culpa Chiavenato, se eu prefiro os poemas do Neruda?
Eu não vou ser como tu queres! Repito?
“Tá” bem: Eu não vou ser!
Não vou pôr bandeirinhas verde-amarelas na rua com vocês, não vou! Todo mundo virou crítico de futebol agora? Não bastam os programinhas esportivos, ou melhor, “futebolescos" que se aglomeram em todos os canais? Não basta no Twitter o #CALA A BOCA GALVAO? Ainda tem o Milton Neves que de tão chato ganhou minha audiência umas duas noites seguidas...
E por que, explique-me minha prezada, se você sabe que não sou fã de refrigerante, enche um copinho para mim? Eu não vou bancar o educado. Eu não vou beber!
E por que você quer sair do emprego se você não vai encontrar nada, já que não sabes ser útil? Eu tenho culpa se você está embriagada e mergulhada na sua infelicidade?
Não vou ouvir você, minha vizinha, ou melhor sua TV gritando um troço funk altíssimo em plena 00:00 horas. Também não vou ouvir seus três cães vira latas durante toda a madrugada num latido quase erudito, escalonado, ensaiado e proposital: de meia em meia hora exprimem toda a loucura absorvida de vossa senhoria. Tenha dó dessas criaturas! Livre os coitados de sua filha irritante. Eles estão estressados com a presença dela.
E por favor, amorzinho, tira esse CD dos Beatles!... Eu gosto deles, mas to com os poucos neurônios que me restam cansados. Só é isso! Eu sei que você é uma moça fora do convencional... Mas não me fale de seu professor de educação física...
Sim, Sra. Francisca, NIS tal e CPF tal, o que sucedeu foi um problema no meu software, por isso seus “papéis” ainda não deram certos. Mas é questão de tempo, não se preocupe... Tenha uma boa tarde!
Não Professor, não me venha falar essa palavra pela enésima vez... Você só conhece essa? É parâmetro pra cá e pra lá... Parâmetros dão lucros, insumos, são as despesas... Ah, sim! O feedback, os ativos, o CMV...
Tá certo mãe, já vou dormir, sei que tá tarde!...
Ignácio
Que culpa tenho eu se não nasci com esse mesmo conformismo ou como preferem chamar, "juízo"?
Não tenho essa paciência de aceitar a mediocridade, a crueza de coração.
Eu gosto de poesia, de palavras novas, sentir o que eles sentiram quando marcaram o papel.
Não quero esse ímpeto de viver por viver.
Eu quero mais. Mais de mim mesmo, menos dessa forma cansativa e forjada que inventaram de se passar pela vida: mesmas canções, mesmas vestes, mesmas frases, mesmas máscaras...
Não, eu não agüento! Não desejo ser mais um tijolo na parede, não quero, repudio essa concepção, essa aceitação.
E daí se eu posso ver no Che tanto o herói como o carniceiro?
E daí se eu também vejo o criminoso como a vítima de si mesmo?
E o que vais fazer se eu não consigo ficar no mesmo lugar onde tem forró tocando? Meu Deus, esse tal Dejavu é um pecado contra a palavra música! (Não vou comentar o Rebolation. É muita cultura pra mim...)
Eu tenho culpa se meus ouvidos preferem o Villa lobos, o Chico e Elis?
Eu tenho culpa Chiavenato, se eu prefiro os poemas do Neruda?
Eu não vou ser como tu queres! Repito?
“Tá” bem: Eu não vou ser!
Não vou pôr bandeirinhas verde-amarelas na rua com vocês, não vou! Todo mundo virou crítico de futebol agora? Não bastam os programinhas esportivos, ou melhor, “futebolescos" que se aglomeram em todos os canais? Não basta no Twitter o #CALA A BOCA GALVAO? Ainda tem o Milton Neves que de tão chato ganhou minha audiência umas duas noites seguidas...
E por que, explique-me minha prezada, se você sabe que não sou fã de refrigerante, enche um copinho para mim? Eu não vou bancar o educado. Eu não vou beber!
E por que você quer sair do emprego se você não vai encontrar nada, já que não sabes ser útil? Eu tenho culpa se você está embriagada e mergulhada na sua infelicidade?
Não vou ouvir você, minha vizinha, ou melhor sua TV gritando um troço funk altíssimo em plena 00:00 horas. Também não vou ouvir seus três cães vira latas durante toda a madrugada num latido quase erudito, escalonado, ensaiado e proposital: de meia em meia hora exprimem toda a loucura absorvida de vossa senhoria. Tenha dó dessas criaturas! Livre os coitados de sua filha irritante. Eles estão estressados com a presença dela.
E por favor, amorzinho, tira esse CD dos Beatles!... Eu gosto deles, mas to com os poucos neurônios que me restam cansados. Só é isso! Eu sei que você é uma moça fora do convencional... Mas não me fale de seu professor de educação física...
Sim, Sra. Francisca, NIS tal e CPF tal, o que sucedeu foi um problema no meu software, por isso seus “papéis” ainda não deram certos. Mas é questão de tempo, não se preocupe... Tenha uma boa tarde!
Não Professor, não me venha falar essa palavra pela enésima vez... Você só conhece essa? É parâmetro pra cá e pra lá... Parâmetros dão lucros, insumos, são as despesas... Ah, sim! O feedback, os ativos, o CMV...
Tá certo mãe, já vou dormir, sei que tá tarde!...
Ignácio
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Falando com Lygia Fagundes Telles
Dona Lygia, porque não me destes a alegria de vê-la pessoalmente?
Sei, sei... Mas o importante é que tuas palavras me encontraram...
Não é só a obra dos monstros da literatura como a senhora (uma monstra) que me fascina. Identifico-me com as almas deles e com a sua, com suas inquietações, numa busca de encontrar-se nas palavras, nos enredos criados, nas páginas de papel e hoje, na home pages...
Somos tantos os que procuram enxergar a vida de maneira poética, colorida, vibrante, dinâmica...
Com esses tais e, com a senhora ao ler poucas linhas, aprendi que não tô tão só nessa busca quase impulsiva e que por si só se faz.
Aprendi que as dúvidas movem a humanidade, livram-na do tédio. Os que tem alma, sensibilidade, sei lá como queiram chamar, procuram dar forma à mediocridade da vida corrida, que se torna monótona e hipócrita...
O que mais gosto é adentrar nas mentes, nas vidas e nas realidades irreais criadas e que tomamos como certas, aceitáveis... Ser louco, instigante... Eu gosto.
Mas sigo o seu conselho: "Solução melhor é não enlouquecer mais do que já enlouquecemos, não tanto por virtude, mas por cálculo. Controlar essa loucura razoável: se formos razoavelmente loucos não precisaremos desses sanatórios porque é sabido que os saudáveis não entendem muito de loucura. O jeito é se virar em casa mesmo, sem testemunhas estranhas. Sem despesas."
Sei, sei... Mas o importante é que tuas palavras me encontraram...
Não é só a obra dos monstros da literatura como a senhora (uma monstra) que me fascina. Identifico-me com as almas deles e com a sua, com suas inquietações, numa busca de encontrar-se nas palavras, nos enredos criados, nas páginas de papel e hoje, na home pages...
Somos tantos os que procuram enxergar a vida de maneira poética, colorida, vibrante, dinâmica...
Com esses tais e, com a senhora ao ler poucas linhas, aprendi que não tô tão só nessa busca quase impulsiva e que por si só se faz.
Aprendi que as dúvidas movem a humanidade, livram-na do tédio. Os que tem alma, sensibilidade, sei lá como queiram chamar, procuram dar forma à mediocridade da vida corrida, que se torna monótona e hipócrita...
O que mais gosto é adentrar nas mentes, nas vidas e nas realidades irreais criadas e que tomamos como certas, aceitáveis... Ser louco, instigante... Eu gosto.
Mas sigo o seu conselho: "Solução melhor é não enlouquecer mais do que já enlouquecemos, não tanto por virtude, mas por cálculo. Controlar essa loucura razoável: se formos razoavelmente loucos não precisaremos desses sanatórios porque é sabido que os saudáveis não entendem muito de loucura. O jeito é se virar em casa mesmo, sem testemunhas estranhas. Sem despesas."
Receba minhas considerações e abraços, Lygia.
Ignácio
Ignácio
sábado, 29 de maio de 2010
Sem métrica nem trovador
Eu prefiro a gente simples, de suor na testa,
De mãos calejadas, de costas curvadas,
Que sorri disfarçada,
Com um olhar profundo e alma sincera.
Não, isso não é poesia.
É só mesmo pra dizer
Que a felicidade não está
Somente no modelo que criaram pra se viver.
Não é nessa mesmice que espalham pelos lados,
Não é nesse estilo que adotam:
Olhares iguais, copiados.
Não é nessa moda passageira,
Nessa vida sem eira nem beira,
De pseudomúsica e embriaguez,
De mentes escravas do vil metal,
Outras escravas da ciência e presas ao surreal.
Felicidade está na mente peculiar de cada um.
Cada gente é agente transformador.
Tanto eu, como tu,
Pode tirar os espinhos para cheirar a flor.
Não, eu poeta não sou.
Nem métrica tenho
Apenas um coração sofredor.
Eu prefiro gente que as agruras não deixaram
Que o coração viesse amargar
Mas que agradecem pela lição que tomaram
Que no Divino não deixaram de acreditar.
Ignácio
De mãos calejadas, de costas curvadas,
Que sorri disfarçada,
Com um olhar profundo e alma sincera.
Não, isso não é poesia.
É só mesmo pra dizer
Que a felicidade não está
Somente no modelo que criaram pra se viver.
Não é nessa mesmice que espalham pelos lados,
Não é nesse estilo que adotam:
Olhares iguais, copiados.
Não é nessa moda passageira,
Nessa vida sem eira nem beira,
De pseudomúsica e embriaguez,
De mentes escravas do vil metal,
Outras escravas da ciência e presas ao surreal.
Felicidade está na mente peculiar de cada um.
Cada gente é agente transformador.
Tanto eu, como tu,
Pode tirar os espinhos para cheirar a flor.
Não, eu poeta não sou.
Nem métrica tenho
Apenas um coração sofredor.
Eu prefiro gente que as agruras não deixaram
Que o coração viesse amargar
Mas que agradecem pela lição que tomaram
Que no Divino não deixaram de acreditar.
Ignácio
Não, eu não sou um cara assim "de cultura".
Não falo Inglês, mal sei me expressar nessa língua doida nossa.
Nunca li Nietzsche e nem sei pronunciar esse substantivo.
Minha ignorância é colossal!
Admiro essas pessoas inteligentes, sabe? Parecem que elas nascem com uma luz maior.
Picasso, Peter Drucker, Tarsila, Cecília Meireles, Oscar Niemeyer, Shakespeare, Chico Mendes, Zilda Arns, José de Alencar, Chalita, Fernanda Montenegro, Mário Quintana, Lília Cabral, Fernando Pessoa, Marie Curie, Einstein, Descartes, Saint-Exupéry, Camões...
São tantos que nem mesmo já parei para ler, ver, sentir o que nos deixaram.
Já quis ser um desses tipos. Não quero mais.
Prefiro procurar a brisa fácil, inspirá-la.
Prefiro a vida simples, os grilinhos irritantes do quintal que me desconcentram às vezes, a rua deserta de gente que parece não viver e cães rolando no chão, parecendo crianças puras.
Mas só desejo isso por algum tempo.
Depois a bagunça interna renasce em mim outra vez e meu eu é tomado do tédio dessa monotomia, sempre lenta, mas bela.
É isso que dá acordar mais cedo que os outros... Essa sensação besta de que tenho mais raciocínio do que eles, quando na verdade sou o mais tolo em pensar que eles estão errados nessa rotina já acostumada e querida.
Não sou um ser de cultura.
Ignácio
Não falo Inglês, mal sei me expressar nessa língua doida nossa.
Nunca li Nietzsche e nem sei pronunciar esse substantivo.
Minha ignorância é colossal!
Admiro essas pessoas inteligentes, sabe? Parecem que elas nascem com uma luz maior.
Picasso, Peter Drucker, Tarsila, Cecília Meireles, Oscar Niemeyer, Shakespeare, Chico Mendes, Zilda Arns, José de Alencar, Chalita, Fernanda Montenegro, Mário Quintana, Lília Cabral, Fernando Pessoa, Marie Curie, Einstein, Descartes, Saint-Exupéry, Camões...
São tantos que nem mesmo já parei para ler, ver, sentir o que nos deixaram.
Já quis ser um desses tipos. Não quero mais.
Prefiro procurar a brisa fácil, inspirá-la.
Prefiro a vida simples, os grilinhos irritantes do quintal que me desconcentram às vezes, a rua deserta de gente que parece não viver e cães rolando no chão, parecendo crianças puras.
Mas só desejo isso por algum tempo.
Depois a bagunça interna renasce em mim outra vez e meu eu é tomado do tédio dessa monotomia, sempre lenta, mas bela.
É isso que dá acordar mais cedo que os outros... Essa sensação besta de que tenho mais raciocínio do que eles, quando na verdade sou o mais tolo em pensar que eles estão errados nessa rotina já acostumada e querida.
Não sou um ser de cultura.
Ignácio
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Por que queres comandar meu mundo?
Quem disse que te quero como meu gestor? Quem te disse que quero me submeter ao teu cajado injusto?
Nunca me enxergou a fundo. Quantas vezes mergulhou em minha pupila?
Quais são os meus segredos que te pertencem?
Quantas vezes ouviu minha opinião, conheceu minhas frustrações e ideias? Acaso tenho eu culpa de tua incompetência em se relacionar com quem tu julgas de imbecil?
Acaso posso eu me moldar conforme tua forma burra, seca e sub-humana?
Eu sei o que sentes, animal débil!
É medo de veres que sou mais forte, mais hábil...
Tens medo de ver tua posição descer ao ralo.
Quão medíocre és tu, alma de barata!
Não pedes perdão, não se autoavalia, não aceita opiniões, tão pouco propostas inteligentes. Tu és uma das pessoas mais toscas que já vi!
não consegue ver qualidades nos outros. Como podes ser assim?
Nem olhar-te posso mais. Cria em mim sentimentos de almas pobres. Tua postura de ser auto-suficiente mostra que és fraco, centralizador e incapaz de ser sincero.
Tua existência profocou em mim, depois que me frustraste, a visão que sou mais iluminado.
Pena que não gosta de luz, morceguito bobo!
Por ser cego, por ter se bloqueado de relações tão amigáveis, não tens mais ninguém pra contar.
Pena...
Já quis ser teu amigo. Agora, não mais. Não neste instante, quem sabe quando perceberes que a trave ta no teu olho e não nos olhos dos que descartas.
Pena, mas não te aceito.
Perdoo, mesmo sem pedir, mas tua energia oposta me faz mal.
Por enquanto, não. Fica aí mesmo.
Pena...
Ignácio
Ignácio
terça-feira, 13 de abril de 2010
Há uma ansiedade por paz interior. Há um desejo ardente de sentir mais a simplicidade da vida, ser menos apegado às circunstâncias... O que quero? São tantas as respostas. Quero ler todos os livros que vejo pela frente, quero comer granola com leite antes de ir trabalhar, quero correr todos os dias, quero nadar sempre que tenho vontade, quero assistir todos os filmes de ação e suspense daquela locadora, quero ser amigo íntimo do Criador, quero ser um humano alado, quero ser o mais fiel amor, quero ter vida límpida, quero ver céu azul e respirar os aromas da brisa pura...
Quero, quero... tantos são os "queros"... Mas o que a gente quer mesmo é que tudo vá bem sempre, ter sucesso em tudo, não sentir dores e nem enfrentar o drama da morte.
Se eu enxergar além dessa verdade palpável terrena, serei mais feliz.
Quero estar nos braços de Deus.
Abraça-me...
Ignácio
Ignácio
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